SONANGOL LIDERA LUCROS FINANCEIROS E BPC COM O MAIOR PREJUÍZO NAS EMPRESAS PÚBLICAS

Escrito por a Agosto 8, 2022

Este foi um bom ano para a Sonangol, a maior empresa do SEP, que apresentou como resultado operacional 880 mil milhões de Kwanzas, projectando assim todo o sector não financeiro para terreno positivo, três anos depois. No outro lado da tabela está o Banco de Poupança e Crédito (BPC) a liderar os prejuízos, com um resultado líquido de -88,2 mil milhões de Kwanzas, mas ainda assim menos mau que em 2020, num caminho de recuperação que vai dando os primeiros sinais positivos.

Se olharmos para o lucro líquido, a petrolífera assinalou 337 mil milhões de Kwanzas, muito acima da Endiama, que aparece na 2.º posição com 44 mil milhões. Segue-se depois a Angola Telecom com 27 mil milhões, a Prodel (20 mil milhões), a Sodiam (19 mil milhões), o Porto de Luanda (14 mil milhões), a Recredit (12 mil milhões), a Secil (10 mil milhões), a Biocom (8 mil milhões, fechando o top 10 a ENSA com 6 mil milhões de Kwanzas de resultados líquidos.

Depois do BPC na lista com maiores prejuízos, segue-se a TAAG, -80,15 mil milhões de Kwanzas, fruto da situação que viveu pelo impacto da pandemia, esperando-se que em 2022, os resultados possam vir a ser muito diferentes. Terceira empresa com maior volume de prejuízos é a ENDE, -70,68 mil milhões Kz, que aparece também na lista dos passivos com um valor de 815 mil milhões Kwanzas.

Já noutro nível de perdas surge na 4.º posição o grupo Zahara, os antigos donos do Kero, que foi “herdado” pelo IGAPE depois de todo o processo de confisco por que passou. Atendendo à sua dimensão e objecto de negócio, destacar também o volume dos resultados líquidos negativos da EPAL e da TPA, com um valor à volta dos -12 mil milhões de Kwanzas, embora a situação da televisão nacional seja muito mais preocupante.

A TPA fechou 2021 com capitais próprios negativos, falência técnica, a rondar os 14 mil milhões de Kwanzas, quase o triplo de 2020, mesmo depois de ter recebido em capitalização e subsídio à exploração um valor de 33 mil milhões Kwanzas, o que mostra que, a curto prazo, o Estado, o accionista, vai ter de proceder a aumento significativo de capital. Este é hoje de 15 mil milhões de Kwanzas.

Se a isto juntarmos o facto de os custos operacionais terem aumentado e os proveitos diminuído, percebe-se que há a necessidade de inverter este quadro, o que não vai acontecer em 2022, uma vez que a empresa voltou a investir em equipamento e pessoas, abriu um canal de notícias e prepara-se para lançar outro canal temático. Para se ter uma ideia do desequilíbrio da estrutura de custos da TPA, refira-se que só os custos com pessoal são mais altos em 1,2 mil milhões de Kwanzas que todos os proveitos que a empresa conseguiu angariar em 2021.

C/Expansão

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