“O MUNDO DOS NEGÓCIOS É ASTUTO E EXIGE POSTURAS ANTIÉTICAS” -, HÉLIA PIMENTEL (GESTORA DE PROJECTOS)

Escrito por a Agosto 19, 2022

A fundadora e CEO da plataforma angolana “JuLaw”, advoga que é crucial o investimento na formação e formação da mulher, principalmente de adolescentes, para se empoderarem o suficiente, argumenta a gestora de projectos, licenciada em Economia, citada pelo “Economia e Mercado”.

Questionada sobre negócios praticados por mulheres em Angola e a sua preocupação com o gênero, a gestora de projectos disse que apesar de ser um problema transversal para todos, os poucos projectos de investimentos e financiamentos para pequenos negócios são questionáveis.

No seu entender, os negócios das mulheres dependentes de si mesmas, elas são sua própria garantia, mas sabem que isso não é suficiente para uma instituição bancária.

“O mundo de negócios é astuto e exige antiéticas. É difícil, por exemplo, tomar medidas para nós. Penso que agora estamos criando um espaço para um bom ambiente de negócios via juventude. Antes era difícil ver um jovem a falar sobre negócios e soluções para problemas globais.”, disse.

Nascida em 1985, no município do Lobito, província de Benguela, em 1992 Hélia Pimentel abandonou a terra natal para a capital do País, Luanda, por motivos de conflito armado, onde fez toda a formação académica e trajecto profissional.

A gestora de projectos com vasta experiência em administração de empresas e sociedades de advogados, gestão estratégica de negócios, é jurista e licenciada em Economia pela Universidade Católica de Angola.

Hélia justificou o acrônimo que da identidade à sua plataforma “JuLaw”, em Inglês, diminuitivo de “Justice & Law”. Segundo a mentora do projecto, a ideia surgiu da necessidade de encontrar juristas, advogados e seus respectivos trabalhos na internet.

De acordo com Hélia Pimentel, em 2017, foi lançado a “JuLaw” como rede social, com funcionalidades adequadas ao Facebook, mas, infelizmente, o tempo não era o certo, porque não tínham tantos usuários de internet como agora. Em 2020, com a pandemia, a gestora da plataforma decidiu dar mais vida à “JuLaw”, acabando por alcançar mais público do que o esperado.

Para manter uma plataforma activa até a presente data, a investidora disse precisar de recursos, como o tempo, o conhecimento e valores significativos. Falando de valores, já investiu mais de seis milhões de kwanzas, principalmente em tecnologia de informação e comunicação.

Apesar dos resultados da “JuLaw” ter ultrapassado as expectativas da mentora do projecto, “a julgar pelo público-alvo cada vez mais conectado com juristas de vários pontos do mundo, como de Cabo Verde, São Tomé, Moçambique, Brasil Portugal, ainda precisa-se trabalhar muito”, disse, reconhecendo que todos, sem excepção, felicitam a criação da “JuLaw”, por estar a fazer algo necessário que não existia em nenhum mercado.


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